quarta-feira, 24 de maio de 2017

A MÃO ESQUERDA DE DEUS

   1 - A mão esquerda de Deus

É com esse alerta que o inglês Paul Hoffman começa A Mão Esquerda de Deus, um livro sombrio e cheio de mistério. Estréia do autor no romance aventura, a obra vem sendo divulgada no exterior como um 'novo Harry Potter', muito embora o autor não recorra a elementos sobrenaturais nem raças não-humanas em sua narrativa.
O cenário da trama é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, esses milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal.
Entre os jovens está Thomas Cale. Não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali. O que se sabe é que Thomas tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. Essas poderosas habilidades serão colocadas à prova quando ele e dois amigos testemunham um brutal assassinato entre os corredores labirínticos da prisão. A visão do crime dá início a uma perseguição desesperadora e, finalmente fora dos muros do monastério, Cale irá compreender a extensão da crueldade dos lordes e a verdadeira origem de seu poder.

   2 - As últimas quatro coisas

Morte, julgamento, céu e inferno. Estas são As últimas quatro coisas a que o personagem de Paul Hoffman se apega na continuação da trilogia A Mão Esquerda de Deus, publicada pela Suma de Letras. De volta ao Santuário dos Redentores, Cale é informado pelo General Bosco de que a destruição da humanidade é necessária. Seria a única maneira de corrigir o maior erro de Deus e de alcançar os objetivos de Bosco, dentre eles, transformar um simples garoto em um destruidor impiedoso. O papel de Cale é fundamental nesse processo: ele é a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está ao seu alcance, e o impressionante aparato militar dos Lordes Redentores é sua maior arma, que ele manipula com destreza. Mas talvez nem mesmo os Redentores consigam controlar Cale por completo. O menino que é capaz de ir da bondade à violência mais brutal num piscar de olhos é certamente capaz de aniquilar os inimigos da fé como se espera dele – mas a alma deste jovem é muito mais estranha e imprevisível do que seus mentores podem esperar. Em As últimas quatro coisas, Paul Hoffman dá novas dimensões a seus personagens, proporcionando uma maior compreensão de suas ações, e lança a seguinte questão: quando chegar a hora de decidir o destino do mundo, de garantir a destruição da humanidade ou poupá-la, o que Thomas Cale fará? Irá expressar a vontade de Deus com a ponta de sua espada ou perdoará seus iguais – e a si mesmo?

   3 - O bater de suas asas

O cenário da trilogia iniciada com A mão esquerda de Deus é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o santuário dos redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos lordes opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal. Entre os jovens está Thomas Cale. Não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali. O que se sabe é que ele tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. E que o seu treinamento militar brutal tinha um único propósito: destruir o maior erro de Deus, a humanidade. Desde que descobriu esta verdade, Cale é assombrado pelo homem que o transformou em anjo da morte: o redentor Bosco. Arrogante e inocente, generoso e impiedoso; o garoto é um paradoxo, temido e reverenciado por seus criadores. Sua força já foi usada para derrubar a civilização mais poderosa do mundo, mas agora está fraco. Sua alma está morrendo.

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{Cena do filme Conquista Sangrenta, com Rutger Hauer e Jennifer J. Leigh}