quarta-feira, 12 de julho de 2017

OS DEUSES DO EGITO

   0,5 - O duelo dos imortais

Quem são os deuses que regem os caminhos e descaminhos de Amon e Lily (corajosos heróis dessa série)?

Por que esses deuses tramam conquistas e vinganças, envolvendo a humanidade em suas maquinações? E por que deixam nos ombros de alguns jovens mortais a responsabilidade pela salvação do mundo?

Antes que Lily e Amon se encontrassem, antes mesmo que o caos dominasse o cosmos e os deuses precisassem de três irmãos corajosos para combater o mal, muita coisa já estava em jogo.

NOTA - Neste livro conheceremos a história dos quatro irmãos que assistiam, com seus poderes especiais, o grande Amon-Rá no governo da Terra: Osíris (o generoso deus da agricultura, que ajuda os mortais a crescer e prosperar em seu ambiente natural), Ísis (a linda deusa da criação, que promove a saúde e o bem-estar), Néftis (a doce vidente, que mantém o equilíbrio entre os seres vivos e o universo) e por último Seth (o mais jovem, que cresceu desprovido de poderes e desprezado por todos).

Quando, finalmente, os poderes de Seth se manifestam, que efeito sobre a humanidade terá a perigosa mistura de uma infância marcada pela rejeição, uma intensa paixão não correspondida e o incrível poder de desfazer coisas, pessoas... e até deuses?

Romance, traição e vingança são os fios que tecem esta trama surpreendente, cujos personagens imortais despertam em nós os mais profundos sentimentos.

   1 - O despertar do príncipe



Na grandiosa cidade de Itjtawy, o ar denso e pesado refletia a disposição dos homens presentes no templo, sobretudo a expressão do rei e o terrível fardo que lhe oprimia o coração. Em pé atrás de uma pilastra, observando as pessoas reunidas, o rei Heru ponderava se a resposta que seus conselheiros e sacerdotes tinham lhe dado significava a salvação de seu povo ou, pelo contrário, sua total destruição. Mesmo que a oferenda tivesse sucesso, o povo com certeza sofreria uma perda aterradora, e para ele, pessoalmente, não haveria recuperação possível. Apesar do calor escaldante do dia, ele tremia na sombra do templo, com certeza um mau presságio. Preocupado, correu uma das mãos pela cabeça raspada e largou a cortina. Para acalmar os nervos, começou a andar de um lado para outro do tablado liso e encerado do templo e a avaliar suas alternativas.


   2 - O coração da esfinge




Como pude fazer uma coisa tão idiota?, pensou Amon. Deixar a segurança do além em troca da incerteza do mundo dos mortos tinha sido uma decisão ruim, perigosa. Mas sentira que não havia outra opção. Além disso, a morte era o que ele buscava, ainda que, admitia, preferisse uma mais tranquila. Seguindo pelo caminho de pedras que deveria levar a um refúgio temporário, Amon se perguntou que forma a morte assumiria. Seria engolido por um monstro que iria digeri-lo vagarosamente no correr de séculos? Seria esfolado vivo por uma criatura cuja especialidade fosse fazer um ser humano sofrer? A melhor hipótese em que podia pensar era a da morte por envenenamento. O mundo dos mortos era cheio de criaturas peçonhentas propensas a destruir quem entrasse em seus ninhos. 

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{Cena do filme Conquista Sangrenta, com Rutger Hauer e Jennifer J. Leigh}