Sinopse
Explora sobretudo duas épocas temporais – o presente e um passado algo longínquo – e estende entre os dois fios, teias que nos obrigam a querer ler mais uma página, mais um capítulo, mais. Num tempo e no outro a ação alimenta-se de personagens atraentes, dentro das quais se evidenciam duas protagonistas (mais uma vez femininas) fascinantes, detentoras de uma personalidade muito bem moldada e vincada, por quem me apaixonei e de quem me tornei a mais acérrima defensora. Por fim e não menos importante, o elo que prende os finais do século XX aos que intervalaram a Primeira Grande Guerra e os loucos anos 20 volta a ser uma entusiasmante aura de mistérios recheados com segredos familiares que obviamente só são desvendados bem no finzinho da obra.
Grace entra em Riverton aos 14 anos pela entrada de serviço e sairá de lá já uma mulher feita, conhecedora de todos os cantos daquela casa e da família que nela habita há várias gerações. Começará como criadita para todos os serviços e terminará como criada pessoal da senhora da casa. Observará como todas as decisões que tomar e como a sua visão da vida serão moldadas, influenciadas pelo que fizer, presenciar e participar no interior das paredes da casa de Riverton. Escapará de lá detentora da resposta ao mais terrível segredo que manchou a história da família Hartford. Carregá-lo-á consigo e apenas se libertará dele quando morre.
Hannah Hartford é a segunda filha de Frederick Hartford, o segundo filho de Lord e Lady Ashburn. É o paradigma da jovem aristocrática que pretende romper a todo o custo a malha de tradições e convencionalismos que a obrigam a ser um objeto vivo de decoração, cujos objetivos principais passam por saber um pouco de línguas, um pouco de música, um pouco das artes de bem receber e sonhar que a sua apresentação oficial à sociedade seja seguida de um bom casamento, com um bom marido que lhe dê uma boa prole com que se entretenha enquanto mulher casada.
Entre estas duas mulheres, provenientes de estratos sociais bem distintas nascerá uma relação de cumplicidade e confiança que determinará em muito o desenvolvimento e desfecho da ação.
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